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Entenda as principais causas da infertilidade masculina e como investigá-las

Causas da infertilidade masculina, sinais, exames e relação com vitamina B12. Entenda quando procurar avaliação urológica em Manhuaçu e região.

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Ruston Louback
Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

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Entenda as principais causas da infertilidade masculina e como investigá-las

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Entender as causas da infertilidade masculina ajuda o casal a buscar investigação no momento certo e a identificar condições tratáveis, como varicocele, infecções e alterações hormonais.

Resposta rápida

As causas da infertilidade masculina incluem baixa produção de espermatozoides, alterações na forma ou movimentação deles, bloqueios no caminho do sêmen, problemas hormonais, infecções, varicocele, condições genéticas, doenças sistêmicas e dificuldades na ejaculação. Em muitos homens não há sintomas evidentes, por isso o espermograma e a avaliação urológica são importantes. A vitamina B12 baixa pode estar associada à pior qualidade seminal, mas não deve ser considerada a explicação isolada sem investigação clínica e laboratorial.

Resumo

  • A infertilidade masculina pode surgir por falhas na produção, no transporte ou na eliminação do sêmen.

  • Varicocele, criptorquidia, infecções, hormônios, genética e tratamentos contra o câncer estão entre as causas relevantes.

  • Muitos homens não percebem sintomas, e o espermograma costuma fazer parte da investigação.

  • Vitamina B12 baixa pode se relacionar a parâmetros seminais piores, mas a reposição deve ser orientada após avaliação.

espermatozoides nadando em um fundo azul abstrato

O que é infertilidade masculina?

Infertilidade masculina é a dificuldade de conseguir uma gestação por um fator relacionado ao homem, seja sozinho ou em conjunto com fatores da parceira. Ela pode decorrer de baixa quantidade de espermatozoides, alterações na forma ou movimentação dessas células, problemas para transportar ou ejacular o sêmen e condições que prejudicam a produção reprodutiva.

A fertilidade depende de uma sequência de etapas. Os testículos precisam produzir espermatozoides em quantidade e qualidade adequadas; essas células precisam amadurecer, percorrer os canais reprodutivos e ser eliminadas no sêmen durante a ejaculação. Uma falha em qualquer ponto pode dificultar a fecundação, mesmo quando o homem se sente saudável e mantém ereções normais.

A infertilidade não significa necessariamente ausência completa de espermatozoides nem impossibilidade definitiva de ter filhos. Em alguns casos, existe uma causa tratável, como varicocele, infecção ou obstrução. Em outros, o cuidado envolve corrigir hábitos, tratar uma doença associada, preservar a fertilidade ou conversar sobre técnicas de reprodução assistida. A investigação também deve considerar o casal, porque a dificuldade para engravidar pode envolver fatores masculinos, femininos ou uma combinação deles.

Segundo os dados disponíveis, até um terço dos casos de infertilidade é observado nos homens. Por isso, não é adequado atribuir automaticamente a dificuldade à mulher ou adiar a avaliação masculina. O espermograma costuma ser uma das primeiras ferramentas, mas o resultado precisa ser interpretado junto da história clínica, do exame físico e, quando indicado, de exames hormonais, ultrassonografia e testes genéticos.

Também é importante diferenciar infertilidade de disfunção erétil. Um homem pode ter ereção satisfatória e ainda apresentar alteração importante no esperma. Da mesma forma, pode ter dificuldade de ereção, ejaculação ou desejo sexual sem que a produção espermática esteja necessariamente comprometida. A consulta organiza essas possibilidades e evita conclusões baseadas apenas em um sintoma. No atendimento do Dr. Ruston Louback, a infertilidade masculina é abordada considerando essas diferentes possibilidades.

tubo de ensaio com líquido e um microscópio ao fundo

Quais são as principais causas da infertilidade masculina?

As principais causas da infertilidade masculina incluem varicocele, problemas anatômicos, inflamações e infecções, obstruções no transporte do esperma, alterações hormonais, fatores genéticos, doenças sistêmicas, disfunções sexuais e efeitos do câncer ou de seu tratamento. A varicocele pode estar presente em até 40% dos casos de infertilidade masculina, mas a avaliação também precisa investigar outras causas e localizar em qual etapa do processo reprodutivo está a alteração.

Problemas anatômicos

Algumas alterações na anatomia dos testículos e do aparelho reprodutor podem comprometer a produção ou a passagem dos espermatozoides. A criptorquidia, por exemplo, ocorre quando um ou ambos os testículos não descem para a bolsa escrotal. Como a produção espermática depende de condições adequadas de temperatura e funcionamento testicular, esse antecedente deve ser informado ao urologista, inclusive quando foi corrigido na infância.

A varicocele é a dilatação anormal das veias que drenam o testículo. Ela pode aumentar a temperatura local e favorecer alterações na quantidade, na movimentação e na qualidade dos espermatozoides. É uma causa frequente e, entre as causas de infertilidade masculina, está entre as mais fáceis de tratar. Ainda assim, a presença de varicocele não prova sozinha que ela seja a responsável pela dificuldade para engravidar.

Segundo dados de especialistas reunidos em uma reportagem de 2026, a varicocele pode estar presente em até 40% dos casos de infertilidade masculina. Ao mesmo tempo, dados clínicos indicam que, entre homens com varicocele importante, apenas uma parcela desenvolve infertilidade. Essa diferença mostra por que a decisão de operar depende da história do casal, do exame físico, do espermograma e de outros achados.

Condições genéticas também podem alterar a formação do aparelho reprodutor ou carregar mudanças que afetam o DNA do espermatozoide. O histórico de testículos não descidos, redução importante do volume testicular, infertilidade na família ou alterações muito acentuadas no espermograma pode levar à indicação de investigação especializada. O objetivo é entender a causa e orientar o casal com honestidade, sem transformar um resultado isolado em diagnóstico definitivo.

Inflamações e infecções

Inflamações nos testículos e nas estruturas próximas podem prejudicar temporariamente ou de modo persistente a produção dos espermatozoides. Caxumba, orquite e prostatite são exemplos que merecem atenção. A caxumba pode provocar orquite ao atingir os testículos, e esse quadro pode afetar a fertilidade masculina. Vacinação, diagnóstico precoce e acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos, mas não substituem a avaliação quando já houve inflamação testicular.

Infecções sexualmente transmissíveis também podem interferir na qualidade do esperma ou deixar cicatrizes e aderências nos canais reprodutivos. Clamídia e gonorreia estão entre as infecções mais associadas a prejuízos da fertilidade masculina. Nem sempre há dor ou corrimento, portanto a ausência de sintomas não exclui o problema. Quando existe suspeita, o tratamento deve ser orientado por profissional habilitado, com cuidado para evitar automedicação e transmissão ao parceiro ou à parceira.

Segundo os dados disponíveis, feridas causadas por infecções sexualmente transmissíveis podem gerar aderências nas estruturas do aparelho reprodutor e dificultar a passagem do sêmen. Isso ajuda a explicar por que a infecção pode continuar relevante mesmo depois que os sintomas iniciais desaparecem. Dor testicular, inchaço, febre, secreção uretral ou ardência para urinar justificam atendimento, principalmente se surgirem de forma recente.

Doenças inflamatórias não devem ser avaliadas apenas pelo nome. É necessário saber onde está o processo, há quanto tempo começou e se alterou o espermograma. Em alguns pacientes, a qualidade seminal melhora após o tratamento da infecção; em outros, o dano ou a obstrução permanece e exige investigação complementar.

Problemas no transporte do esperma

Produzir espermatozoides não basta. Eles precisam sair dos testículos, atravessar o epidídimo e os canais deferentes, misturar-se às secreções das glândulas e ser eliminados pela uretra. Bloqueios em ductos ejaculatórios, vesículas seminais ou outras estruturas podem impedir que o esperma chegue ao exterior, mesmo quando os testículos continuam produzindo células reprodutivas.

A ausência congênita do canal deferente é uma condição genética em que o homem não possui esse tubo responsável pelo transporte dos espermatozoides. Outra possibilidade é a obstrução adquirida depois de infecções, inflamações, cirurgias ou lesões do trato genital. A Organização Mundial da Saúde inclui as obstruções do trato reprodutivo entre as causas de infertilidade masculina e relaciona esses bloqueios principalmente a lesões ou infecções genitais.

A ejaculação retrógrada é outra alteração possível. Nela, o sêmen segue para trás, em direção à bexiga, em vez de ser eliminado pelo pênis. O homem pode perceber pouco ou nenhum sêmen durante o orgasmo, embora a sensação de prazer esteja preservada. Diabetes, cirurgias, alterações neurológicas e alguns medicamentos podem estar envolvidos, por isso a história médica completa faz diferença.

Anticorpos antiespermatozoides também podem atrapalhar o deslocamento das células e a capacidade de penetrar no óvulo. Esse mecanismo pode aparecer depois de lesões, infecções ou procedimentos, mas sua relevância precisa ser confirmada por exames apropriados. O caminho correto é distinguir baixa produção de obstrução, porque as opções de tratamento são diferentes.

Alterações hormonais

A produção de espermatozoides depende da comunicação entre hipotálamo, hipófise e testículos. Quando essa comunicação falha, os testículos podem receber estímulo insuficiente para produzir testosterona e células reprodutivas. Alterações na tireoide, doenças da hipófise, aumento da prolactina, obesidade, diabetes e outras condições sistêmicas podem participar desse processo.

A Organização Mundial da Saúde explica que distúrbios hormonais podem alterar os hormônios produzidos pela hipófise, pelo hipotálamo e pelos testículos, incluindo a testosterona, que participa da regulação da produção espermática. Os desequilíbrios podem reduzir a contagem de espermatozoides, interferir na ejaculação ou diminuir o desejo sexual. Por isso, o tratamento não deve se basear apenas na reposição de testosterona, que em alguns contextos pode reduzir ainda mais a produção de espermatozoides.

O uso de esteroides anabolizantes merece atenção especial. Embora algumas pessoas os procurem para aumentar massa muscular, eles podem bloquear o funcionamento da hipófise e interromper o estímulo necessário à fabricação de espermatozoides. A Organização Mundial da Saúde também associa o uso de anabolizantes a parâmetros seminais anormais, incluindo mudanças na contagem e na forma dessas células.

Alguns medicamentos podem contribuir para alterações reprodutivas, entre eles certos antidepressivos tricíclicos, remédios para pressão alta, medicamentos usados contra artrite reumatoide ou colite ulcerativa e anabolizantes. Isso não significa que o homem deva interromper um tratamento por conta própria. O correto é revisar todas as medicações com o médico e pesar o benefício de cada uma com as alternativas possíveis.

Hábitos também entram na avaliação. A Organização Mundial da Saúde associa tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade a maior chance de infertilidade. Melhorar esses fatores pode favorecer a saúde geral e reprodutiva, mas não substitui a investigação de varicocele, infecção, obstrução ou causa genética.

Câncer e tratamentos oncológicos

O câncer pode afetar a fertilidade pela própria doença ou pelo impacto sobre os testículos, a hipófise e outras estruturas reprodutivas. Tumores também podem alterar o funcionamento de órgãos envolvidos na produção hormonal. Entre os cânceres mais relacionados ao risco de infertilidade masculina estão o câncer de testículo, a doença de Hodgkin e a leucemia.

Cirurgia, quimioterapia e radioterapia podem reduzir ou interromper a produção de espermatozoides. A intensidade do efeito depende do local tratado, do tipo de medicamento, da dose da radiação, da combinação de terapias e da reserva testicular antes do tratamento. Por isso, homens que ainda desejam ter filhos devem conversar com a equipe de urologia e oncologia antes do início da terapia, sempre que a situação clínica permitir.

O planejamento pode envolver preservação de material reprodutivo antes do tratamento, além de acompanhamento posterior para avaliar a recuperação. Essa conversa não deve ser adiada por constrangimento. Cuidar do câncer é prioridade, mas preservar possibilidades futuras faz parte de um atendimento completo e individualizado.

O Dr. Ruston Louback, Urologista, recomenda que alterações testiculares, histórico de tratamento oncológico ou desejo de paternidade sejam levados à consulta sem esperar o surgimento de dor. A investigação precoce permite organizar exames, discutir riscos e integrar o cuidado urológico à condução oncológica.

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homem com expressão preocupada tocando a região da virilha

Quais os sintomas de um homem infértil?

Um homem infértil pode não ter sintoma algum além da dificuldade para conseguir uma gestação. Quando há sinais, eles podem envolver ejaculação, desejo sexual, ereção, dor ou aumento do volume na região dos testículos, mas nenhum deles confirma a infertilidade sozinho.

O sinal mais comum é percebido pelo casal: a gestação não acontece após tentativas regulares, sem uso de método contraceptivo. Ainda assim, esse cenário não permite concluir imediatamente que o problema seja masculino. A investigação deve ser feita pelos dois parceiros, de forma respeitosa e sem culpa. O espermograma ajuda a avaliar concentração, movimentação e formato dos espermatozoides, enquanto a consulta procura fatores associados.

Alguns homens apresentam dificuldade para ejacular, baixo volume de sêmen, redução do desejo sexual ou disfunção erétil. Esses sinais podem dificultar a relação sexual no período fértil, refletir alterações hormonais ou acompanhar doenças metabólicas. Ansiedade e preocupação também podem piorar o desempenho sexual, mas não se deve atribuir tudo ao emocional antes de avaliar causas orgânicas e medicamentosas.

Dor, peso, inchaço ou nódulo no testículo merecem atenção. A varicocele pode causar desconforto ou sensação de peso, embora muitas vezes seja silenciosa. Um caroço testicular não deve ser tratado como simples varicocele sem exame, porque também pode indicar outra condição que exige avaliação rápida.

Há sinais menos específicos que podem acompanhar alterações hormonais ou genéticas, como aumento das mamas, pouco pelo facial ou corporal, incapacidade de sentir odores e infecções respiratórias recorrentes. Eles não significam, por si só, infertilidade. Servem como pistas para que o médico decida se precisa investigar hormônios, testículos, hipófise ou condições hereditárias.

A ausência de sintomas é muito comum. Por isso, homens com histórico de criptorquidia, caxumba com inflamação testicular, cirurgia na região, infecção sexualmente transmissível, uso de anabolizantes ou tratamento contra câncer devem mencionar esses fatos na consulta, mesmo que estejam se sentindo bem.

cápsulas de vitamina B12 e um copo d'água sobre uma mesa

A vitamina B12 baixa pode causar infertilidade?

Sim, a deficiência de vitamina B12 pode estar associada à infertilidade masculina e à pior qualidade do sêmen, mas é uma deficiência nutricional secundária e não está entre as causas mais frequentes de infertilidade masculina, que incluem varicocele, obstruções e alterações hormonais. O diagnóstico exige exame, investigação da causa da deficiência e avaliação conjunta do espermograma e da saúde geral.

A vitamina B12 participa de processos importantes para a formação celular e para o funcionamento do sistema nervoso. Quando está baixa, pode haver repercussões no organismo, e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos informa que a deficiência pode incluir infertilidade entre seus efeitos possíveis. Embora B12 baixa possa estar associada a pior qualidade seminal, ela não está entre as causas mais frequentes de infertilidade masculina, que incluem varicocele, obstruções e alterações hormonais. Esse dado indica uma associação clínica relevante, não uma conclusão de que toda alteração seminal seja causada pela B12.

Uma revisão publicada na literatura médica encontrou associação entre níveis mais baixos de B12 no sangue e infertilidade masculina. A mesma revisão descreveu resultados que relacionam a vitamina a melhor qualidade seminal. Estudos clínicos recentes também observaram deficiência significativa de B12 em homens inférteis com baixa concentração de espermatozoides quando comparados a homens férteis. Outro trabalho associou B12 sérica baixa a parâmetros seminais abaixo do ideal, especialmente quando analisada junto de outras deficiências nutricionais.

A causa da B12 baixa precisa ser esclarecida. Alimentação com pouca fonte de produtos de origem animal, alterações de absorção intestinal, algumas doenças e certos medicamentos podem participar. Tomar suplemento sem confirmar a deficiência pode atrasar o diagnóstico real e não corrige causas como varicocele, obstrução, infecção, alteração hormonal ou dano causado por tratamento oncológico.

Na consulta, o médico pode relacionar o resultado da vitamina com hemograma, avaliação nutricional, histórico de saúde, medicamentos e espermograma. Se houver deficiência, a reposição será orientada conforme a causa e o quadro clínico. Depois, a resposta deve ser acompanhada sem prometer que a correção isolada resolverá a infertilidade.

O próximo passo para quem tenta engravidar sem sucesso é marcar uma consulta urológica e levar exames anteriores, lista de medicamentos e informações sobre cirurgias, infecções, caxumba, anabolizantes e tratamentos contra câncer.

  • entender por que a gestação não acontece → Procure avaliação urológica e faça a investigação masculina em conjunto com a avaliação da parceira ou do parceiro.

  • investigar varicocele, dor ou aumento no testículo → Marque uma consulta com urologista e não tente concluir a causa apenas pela aparência ou por informações da internet.

  • avaliar o impacto de caxumba, infecção ou cirurgia antiga → Leve esse histórico à consulta, mesmo que os sintomas tenham desaparecido.

  • saber se a vitamina B12 está relacionada ao esperma → Confirme a vitamina por exame e avalie o resultado junto do espermograma e das demais causas possíveis.

  • preservar a fertilidade antes de tratar um câncer → Converse com a equipe médica antes do tratamento, sempre que a urgência clínica permitir.

  • Casal tentando engravidar sem sucesso e sem sintomas evidentes: Iniciar investigação com urologista e espermograma, sem atribuir a causa automaticamente a apenas um dos parceiros.

  • Homem com varicocele, dor ou alteração no exame físico: Avaliar a relação entre a varicocele e o espermograma antes de decidir o tratamento.

  • Homem com baixa B12 ou alimentação de risco: Confirmar a deficiência, investigar sua origem e não deixar de pesquisar causas urológicas.

  • Paciente com diagnóstico de câncer ou tratamento oncológico planejado: Discutir preservação da fertilidade e acompanhamento urológico antes do início da terapia, quando possível.

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Perguntas frequentes

A infertilidade masculina sempre causa sintomas?

Não. Muitos homens não apresentam sinais claros e só descobrem a alteração durante a investigação do casal. Quando existem sintomas, podem aparecer mudanças na ejaculação, no desejo sexual, na ereção ou na região testicular.

Varicocele significa que o homem é infértil?

Não. A varicocele pode prejudicar a produção e a qualidade dos espermatozoides, mas sua presença não confirma infertilidade. A decisão sobre tratamento depende do exame físico, do espermograma, dos sintomas e do contexto do casal.

Caxumba pode causar infertilidade masculina?

Sim. Quando a caxumba provoca inflamação nos testículos, chamada orquite, pode haver prejuízo à produção de espermatozoides. O histórico deve ser informado ao urologista mesmo que a infecção tenha ocorrido há muito tempo.

Infecções sexualmente transmissíveis podem bloquear o esperma?

Podem. Clamídia e gonorreia, entre outras infecções, podem causar inflamação, cicatrizes e aderências que dificultam a passagem do sêmen. A ausência de sintomas não exclui a infecção.

Anabolizantes prejudicam a fertilidade?

Sim. Esteroides anabolizantes podem bloquear o estímulo hormonal da hipófise e reduzir a fabricação de espermatozoides. Não é recomendado interromper ou iniciar qualquer substância sem orientação médica.

A vitamina B12 baixa deve ser tratada para melhorar o esperma?

A deficiência confirmada deve ser investigada e tratada, mas a reposição não substitui a busca por outras causas. B12 baixa pode estar associada a parâmetros seminais piores, sem ser a explicação de todos os casos.

O tratamento contra o câncer pode causar infertilidade?

Pode. A doença, a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia podem afetar a produção de espermatozoides. Quando possível, a preservação da fertilidade deve ser discutida antes do início do tratamento.

Qual profissional investiga a infertilidade masculina?

O urologista avalia as causas masculinas, solicita exames e coordena o cuidado quando necessário. A investigação costuma ser mais completa quando o casal é avaliado em conjunto.

Glossário

Infertilidade masculina
Dificuldade para conseguir uma gestação relacionada a alterações na produção, no transporte ou na eliminação dos espermatozoides.
Espermograma
Exame que analisa características do sêmen, como concentração, movimentação e formato dos espermatozoides.
Varicocele
Dilatação de veias ao redor do testículo que pode afetar a temperatura local e a qualidade espermática.
Criptorquidia
Condição em que um ou ambos os testículos não descem para a bolsa escrotal.
Ejaculação retrógrada
Entrada do sêmen na bexiga durante o orgasmo, em vez de sua saída pelo pênis.
Orquite
Inflamação do testículo, que pode ocorrer após infecções como a caxumba.
Aderência
Cicatriz ou união anormal entre estruturas que pode dificultar a passagem do sêmen.
Ruston Louback

Escrito por

Ruston Louback

Dr. Ruston Louback - Urologista

Formação dedicada a Urologia e Cirurgia oncológica. Mineiro de Manhumirim-MG, realizei minha formação acadêmica em São Paulo e Rio de Janeiro e trouxe para Manhuaçu e região o que há de mais moderno no tratamento de problemas urológicos e oncológicos.

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